Beleza da pele é assunto médico?



Levar procedimentos dermatológicos invasivos para locais adequados é uma batalha antiga dos especialistas. Afinal de contas, somente o acompanhamento de profissionais habilitados, combinado do oferecimento de uma estrutura completa, é capaz de prevenir complicações e permitir o manejo de efeitos adversos.


De acordo com a dermatologista Cristina Bergamaschi, o envolvimento médico é fundamental para evitar problemas quando o assunto é a saúde da pele: “É importante conhecer a anatomia da face. Temos uma irrigação muito complexa.” A especialista também afirma ser necessário fornecer a informação correta para o paciente e educar a sociedade como um todo.


Embora o debate sobre novas tecnologias e ética médica esteja presente em corpos clínicos de toda a parte, Cristina acredita que uma série de tratamentos estéticos ainda sejam “banalizados” pela população. Por outro lado, lembra que a negligência não é, necessariamente, do paciente. “Nem todo mundo sabe que é necessário um médico nesses casos. Muitas vezes, é difícil buscar essa informação”, esclarece.


O perigo é ainda maior quando o procedimento envolve injetáveis como os preenchedores e bioestimuladores de colágeno – aplicações que envolvem o uso de agulhas, perfuração da pele e depósito de substâncias em gel em distintas camadas da pele. A dermatologista lembra que, embora a maioria dos procedimentos sejam feitos em consultório, a adoção de normas de higiene e assepsia garantem a tranquilidade do paciente. E são esses cuidados, além do domínio da anatomia e técnica correta, que evitam complicações graves como a necrose da pele e cegueira.

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